O Campeonato Potiguar 2026 começa
neste sábado (10) e promete movimentar o futebol do Rio Grande do Norte
com a participação de oito equipes: ABC, América, Globo FC, Laguna,
Potiguar de Mossoró, Potyguar Seridoense, QFC e Santa Cruz de Natal. A
competição reúne clubes da capital e do interior e marca o início da
temporada estadual.
A primeira rodada terá quatro
partidas. Neste sábado, o América recebe o Potyguar Seridoense, às 16h,
na Arena América. No domingo, o Globo FC enfrenta o QFC, às 15h, no
Barrettão; o Santa Cruz de Natal encara o Potiguar de Mossoró, às 15h30,
no Domição; e o ABC estreia diante do Laguna, às 16h, no Frasqueirão.
Maior campeão do estado, o ABC soma
57 títulos, seguido pelo América, que tem 39 conquistas. Potiguar de
Mossoró e Globo FC completam a lista de campeões. Nas últimas dez
edições, o América venceu quatro vezes, enquanto o ABC levantou a taça
em cinco oportunidades, confirmando o domínio da dupla no cenário local.
Os jogos serão disputados em oito
estádios espalhados pelo RN, incluindo Arena das Dunas, Frasqueirão,
Arena América e praças do interior como Coronel José Bezerra, Fião e
Domição. A edição também reúne treinadores experientes, como Marcelo
Chamusca no ABC e Ranielle Ribeiro no América, além de nomes que buscam
afirmação no futebol potiguar.
Em entrevista exclusiva ao New York Times na última quarta-feira, o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu poder como
comandante-em-chefe é limitado apenas por sua “própria moralidade”,
ignorando o direito internacional e outros mecanismos de controle sobre
sua capacidade de usar a força militar para atacar, invadir ou coagir
nações ao redor do mundo.
Questionado sobre a existência de algum limite para seus poderes globais, Trump disse:
— Sim, há uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente. É
a única coisa que pode me impedir — declarou o presidente. — Não
preciso do direito internacional. Não quero ferir ninguém.
Quando pressionado sobre se seu governo precisava obedecer ao direito
internacional, Trump disse: “Sim”. Mas deixou claro que ele seria o
árbitro quando tais restrições se aplicassem aos Estados Unidos.
— Depende da sua definição de direito internacional — disse ele.
A avaliação de Trump sobre sua própria liberdade de usar qualquer
instrumento de poder militar, econômico ou político para consolidar a
supremacia americana foi o reconhecimento mais direto até o momento de
sua visão de mundo. Em sua essência, está o conceito de que em vez de
leis, tratados e convenções, a força nacional deve ser o fator decisivo
quando as potências colidem.
Ele reconheceu algumas limitações internas, mesmo enquanto perseguia
uma estratégia maximalista de punir instituições de que não gosta,
exigir retribuição contra oponentes políticos e mobilizar a Guarda
Nacional para cidades, apesar das objeções de autoridades estaduais e
locais.
Planos para a América Latina
Ele deixou claro que usa sua reputação de imprevisibilidade e sua
disposição para recorrer rapidamente à ação militar, muitas vezes a
serviço da coerção de outras nações. Durante a entrevista ao Times, ele
recebeu um longo telefonema do presidente Gustavo Petro, da Colômbia,
que estava claramente preocupado após repetidas ameaças de que Trump
estaria considerando um ataque ao país semelhante ao sofrido pela
Venezuela.
— Bem, estamos em perigo — disse Petro em uma entrevista ao NYT pouco
antes da ligação. — Porque a ameaça é real. Foi feita por Trump.
A ligação entre os dois líderes, cujo conteúdo não foi divulgado
oficialmente, foi um exemplo de diplomacia coercitiva em ação. E ocorreu
poucas horas depois de Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio,
terem retirado os Estados Unidos de dezenas de organizações
internacionais destinadas a fomentar a cooperação multinacional.
O Brasil concedeu o status de refugiado a 164 mil pessoas entre 2019 e
2024, segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).
Deste total, 148 mil são venezuelanos, o que representa cerca de 90% dos
reconhecimentos no período.
O predomínio dos venezuelanos nas estatísticas migratórias é uma
tendência constante: em 2020, 96% dos refugiados reconhecidos eram do
país vizinho; em 2023, o percentual chegou a 97%.
O número de venezuelanos residentes no Brasil também cresceu muito
nas últimas décadas, passando de cerca de 2,8 mil em 2010 para mais de
271 mil em 2022, de acordo com o último censo do IBGE.
Para obter refúgio no país, o solicitante deve comprovar medo de
perseguição por motivos como raça, religião, nacionalidade, grupo social
ou opinião política, ou ter deixado seu país por grave e generalizada
violação de direitos humanos, conforme previsto na Lei de Refúgio.
O Conare, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública,
analisa os pedidos, conduz entrevistas e decide sobre a concessão do
status. Somente os casos deferidos entram nas estatísticas oficiais de
refugiados reconhecidos.
O avanço da crise na Venezuela e eventos recentes têm levado o
governo brasileiro a monitorar um possível aumento no fluxo migratório,
especialmente pela fronteira de Roraima, principal porta de entrada.
A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança
Pública foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União
desta sexta-feira (9).
O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto assumiu o
comando da pasta de forma interina, até que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) defina o novo ministro.
Entre os nomes cotados está Wellington César Lima e Silva, jurista
com boa relação com Lula e com a ala baiana do governo. Ele já chefiou o
ministério em 2016, no governo Dilma Rousseff, e atualmente era
secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
Outro nome lembrado é o do ministro da Educação, Camilo Santana, um
dos principais quadros do PT e aliado próximo do presidente. Ele se
reuniu com Lula na quinta-feira (8), mas o conteúdo do encontro não foi
divulgado.
Lewandowski entregou a carta de demissão ao presidente na
quinta-feira (8), antes da cerimônia dos atos de 8 de Janeiro. No
documento, afirmou que deixa o cargo por motivos pessoais e familiares.
Ele estava à frente da pasta desde fevereiro de 2024, após se aposentar
do STF.
Zagueiro que estava no Internacional foi apresentado pelo Flamengo nesta sexta-feira (9/1)
Vitão, zagueiro de 25 anos, foi apresentado oficialmente pelo Flamengo
nesta sexta-feira (9/1). O defensor concedeu entrevista coletiva no
centro de treinamento Ninho do Urubu. Entre diversos assuntos abordados,
ele comentou sobre o primeiro contato com Filipe Luís, quando ainda defendia o Internacional.
“Eu conversei bem pouco com o Filipe. Na verdade, meu primeiro contato foi depois do jogo da Libertadores,
lá no Beira-Rio. Ele disse que contava comigo, que estava me esperando,
mas eu estava muito focado no Internacional e nos objetivos do clube”,
discorreu Vitão.
Ao longo da entrevista coletiva, ele também comentou sobre a disputa
por uma vaga contra os zagueiros que permaneceram na equipe rubro-negra.
O defensor disse que terão oportunidades e que irá aproveita-las da
melhor maneira.
“São jogadores de altíssimo nível. Léo Pereira, Leo Ortiz, Danilo, todos com nível de Seleção Brasileira.
Eu chego para ajudar, eu sei da minha posição nesse primeiro momento, é
normal. Quero aprender o máximo com eles,. São muitos campeonatos,
muitos jogos, eu sei que vou ter algumas oportunidades e irei agarra-las
da melhor maneira possível”, encerrou.
Vitão chegou ao Flamengo após o Rubro-Negro desembolsar 10 milhões de
euros, aproximadamente R$ 65 milhões. Ele ficou no Internacional por
quatro anos e meio, após passar pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ele
iniciou a carreira nas categorias de base do Palmeiras.
Time rubro-negro mantém base, tem saídas e reforços e mira bicampeonato consecutivo sob comando de Filipe Luís
A Supercopa marcará o primeiro título do futebol brasileiro com um clássico de peso. No dia 1º de fevereiro, Flamengo x Corinthians se enfrentam no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, em partida realizada pelo Metrópoles Sports. Um ano após conquistar o título diante do Botafogo, o Rubro-Negro chega à decisão com mudanças de peso no elenco.
Na edição de 2025, o Flamengo entrou em campo com Rossi; Wesley, Léo
Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, De La Cruz e Gerson; Plata,
Michael e Bruno Henrique. A equipe, comandada por Filipe Luís, conquistou o troféu após vencer o alvinegro por 3 x 1 e iniciou a temporada com o título.
Do elenco campeão, alguns nomes seguem como pilares em 2026. Rossi
permanece como titular no gol, enquanto Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex
Sandro, Pulgar, Arrascaeta, Plata e Bruno Henrique continuam no grupo
principal. Filipe Luís também foi mantido no comando técnico, dando
sequência ao projeto iniciado no ano anterior.
Por outro lado, a transição entre as duas Supercopas trouxe saídas e
mudanças de status. Jogadores que estiveram entre titulares ou reservas
em 2025, como Wesley, Gerson, Michael, Juninho Vieira e Cleiton, não
aparecem mais como peças no elenco atual.
O Flamengo de 2026 também apresenta novidades. A principal chegada para a
temporada é a do zagueiro Vitão, que reforça o sistema defensivo. Além
disso, em comparação com o elenco de 2025, atletas como Jorginho e
Carrascal surgem entre os titulares, enquanto o banco passa a contar com
craques, como Pedro, Saul, Luiz Araújo, Samu Lino, Emerson Royal e
Wallace Yan.
Outro ponto de atenção para a final é Bruno Henrique. Presente nas
duas decisões, o atacante pode alcançar uma marca histórica e se tornar o
maior artilheiro isolado da Supercopa do Brasil, adicionando um feito
individual à possível conquista coletiva.
Agora, diante do Corinthians, o Flamengo tenta repetir o roteiro de
2025: levantar a taça logo no início da temporada. Com um elenco
reformulado em partes, mas sustentado por uma base vencedora, o clube
aposta na continuidade para seguir no topo do futebol nacional.
O Mané vai ferver
Esta será a quarta edição da Supercopa organizada pelo Metrópoles. O
torneio já passou por Brasília, Belo Horizonte e Belém, sempre com
grande presença de público e decisões marcantes.
Com elencos estrelados e tradição em finais, Flamengo e Corinthians
prometem duelo de alto nível em um dos palcos mais emblemáticos do
futebol brasileiro, reforçando o calendário de grandes eventos
promovidos pelo Metrópoles Sports ao longo da temporada.
O papa Leão XIV criticou o crescente uso da força em conflitos
internacionais e afirmou que “a guerra voltou a estar na moda”, durante
discurso ao corpo diplomático da Santa Sé nesta sexta-feira (9). Ele
disse que a escalada de tensões no Caribe e no Pacífico é motivo de
“grave preocupação” e fez um apelo para que se respeite a vontade do
povo da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que derrubou Nicolás
Maduro.
O pontífice afirmou que o princípio do pós-Segunda Guerra Mundial,
que proíbe o uso da força para violar fronteiras, foi quebrado, e
ressaltou que a diplomacia baseada no diálogo está sendo substituída por
uma “diplomacia de força”.
Leão XIV pediu que se preservem os direitos humanos e civis de todos,
garantindo estabilidade e concordância na região, e defendeu a busca de
soluções políticas pacíficas que levem em conta o bem-comum dos povos, e
não interesses partidários.
O senador Wilder Morais (PL-GO)
protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro cumprimente prisão
domiciliar. O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia
Federal, em Brasília, e o documento já conta com o apoio de 41 dos 81
senadores. O pedido foi dirigido ao ministro Alexandre de Moraes.
Wilder argumenta que o ex-presidente
enfrenta problemas de saúde, incluindo crises convulsivas e
procedimentos médicos recentes, e que a custódia do Estado deve garantir
a vida e a saúde do preso, conforme a Constituição e tratados
internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil.
Apesar do número expressivo de
apoiadores, a decisão final é exclusiva de Moraes. Mas o volume de
assinaturas não passa despercebido e pode ser lido como um recado
político forte: grande parte do Senado mostra apoio ao líder do PL mesmo
após sua detenção.
Eduardo
Conceição, joia de 16 anos do Palmeiras, fez quatro gols e distribuiu
três assistências na goleada por 9 x 0 sobre o Batalhão-TO
O Palmeiras
conseguiu, nessa quinta-feira (8/1), uma sonora goleada por 9 x 0 sobre
o Batalhão-TO, pela 2ª rodada Copa São Paulo de Futebol Júnior. O jogo
foi válido pelo Grupo 27.O jogo foi marcado pelo show de Eduardo Conceição, joia de 16 anos do
Verdão. O camisa 10 do Palmeiras fez quatro gols e distribuiu três
assistências.
O veto integral da governadora Fátima
Bezerra (PT) ao Projeto de Lei nº 632/2025, que estabelecia regras e
prazos para o repasse do ICMS, IPVA e Fundeb aos municípios, provocou
reação imediata da oposição na Assembleia Legislativa. Deputados como
Gustavo Carvalho e Tomba Farias, ambos do PL, classificaram a decisão
como um desrespeito aos municípios e ao Legislativo e afirmaram que já
há articulação para derrubar o veto em plenário.
A proposta havia sido aprovada por
unanimidade em dezembro e tinha como objetivo garantir previsibilidade e
regularidade nos repasses constitucionais. Para os parlamentares
oposicionistas, o veto contraria inclusive a posição da própria base
governista, que votou favoravelmente ao projeto. A Federação dos
Municípios do RN (Femurn) e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra
(União), também criticaram a medida, alegando que atrasos nos repasses
afetam diretamente serviços como educação, saúde e pagamento de
servidores.
O governo do Estado justificou o
veto com base em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que
apontou risco fiscal, insegurança jurídica e interferência indevida na
gestão financeira estadual. Segundo a PGE, o projeto engessaria a
administração da Conta Única do Estado e extrapolaria a competência
estadual ao inovar sobre regras já previstas em legislação federal,
especialmente no caso do Fundeb.
Apesar
da justificativa do Executivo, a oposição e representantes municipais
demonstram confiança na derrubada do veto. A avaliação é de que
dificilmente os deputados manterão uma decisão vista como prejudicial às
prefeituras, sobretudo após a aprovação unânime do projeto e a pressão
direta dos gestores municipais.
Poucos dias após a queda de Nicolás
Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez,
começou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos. As
primeiras movimentações envolvem negociações sobre o petróleo
venezuelano, mudanças na relação comercial entre os países e gestos no
campo dos direitos humanos.
O primeiro anúncio feito pelo
presidente norte-americano Donald Trump após a captura de Maduro teve
como foco o petróleo — principal interesse estratégico dos EUA no país
sul-americano, que detém as maiores reservas do mundo. Na última
terça-feira (6), Trump afirmou que o governo interino venezuelano
concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos
Estados Unidos. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam
administrados diretamente por Washington, com a promessa de uso em
benefício “do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.
Apesar da declaração, autoridades
em Caracas não se manifestaram de imediato. A resposta oficial veio no
dia seguinte, por meio da estatal PDVSA, que confirmou estar em
negociações com os EUA para a venda de petróleo, classificando o diálogo
como “estritamente comercial”. A empresa citou como precedente a
continuidade das operações da petroleira americana Chevron no país,
mesmo sob sanções internacionais.
Além da pauta energética, Trump
anunciou, de forma unilateral, um novo marco comercial. Segundo o
presidente dos EUA, o governo liderado por Delcy Rodríguez teria
concordado em adquirir exclusivamente produtos norte-americanos com
recursos provenientes do petróleo, incluindo alimentos, medicamentos,
equipamentos médicos e itens para recuperação da rede elétrica.
Paralelamente, houve um gesto na área de direitos humanos: o presidente
da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de presos
políticos, embora persistam denúncias de censura, novas prisões e
perseguição a jornalistas no país.
O veto integral da governadora Fátima Bezerra (PT) ao Projeto de Lei
nº 632/2025, que estabelecia novos critérios para o repasse aos
municípios de parcelas do ICMS, IPVA e Fundeb, segue gerando forte
reação entre prefeitos e entidades municipalistas. Ainda na quinta-feira
(8), a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn)
classificou a decisão como um “desrespeito” aos gestores municipais, à
Assembleia Legislativa e à população potiguar.
A proposta, de autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL),
havia sido aprovada por unanimidade pelos parlamentares em dezembro
passado. O texto buscava dar maior previsibilidade e regularidade aos
repasses constitucionais que pertencem aos municípios para evitar
atrasos.
O Governo do Estado, por sua vez, justificou o veto com base em
pareceres da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e da
Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que apontaram risco fiscal,
interferência na gestão da Conta Única do Tesouro e insegurança
jurídica.
Na avaliação do presidente da Femurn, Babá Pereira, o veto representa
um desrespeito institucional e traz impactos diretos para a população.
“Nós achamos um total desrespeito por parte da governadora para com os
prefeitos e as prefeitas, para com os deputados, todos da Casa
Legislativa que aprovaram a unanimidade e principalmente com a
população, que é quem vai sofrer, quem está sofrendo, na verdade, com o
atraso desse repasse.”
A nova tabela do Imposto de Renda (IR) 2026, em vigor desde 1º de
janeiro, traz mudanças importantes para milhões de contribuintes.
A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil
por mês e a redução gradual do imposto para rendas até R$ 7.350. Segundo
estimativas do Governo do Brasil, 16 milhões de pessoas deverão ser
beneficiadas.
A tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada,
continuando os valores em vigor em 2025. A diferença está nos redutores
adicionais instituídos pela reforma do IR. Para garantir o benefício a
quem ganha até R$ 7.350, a Receita Federal criou novas tabelas de
dedução a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional.
As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro, com
impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro. As mudanças vão se
refletir na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que
considera os rendimentos de 2026. Veja quem tem direito à isenção e
saiba como ficam as faixas mensais, as alíquotas e a tabela anual do IR:
Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026?
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil: – trabalhadores com carteira assinada; – servidores públicos; – aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios;
Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto
na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a
R$ 5 mil.
Quem ganha até R$ 7.350 paga menos imposto.
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e decrescente do imposto: – quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5.000, maior o desconto; – quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício; – acima desse valor, não há redução.
A regra também se aplica ao 13º salário.
Tabela de isenção e redução do IR mensal: 2026
Rendimentos tributáveis mensais
Redução do imposto
Até R$ 5 mil
Até R$ 312,89, zerando o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350
R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350
A partir de R$ 7.350,01
Sem redução
Fonte: Receita Federal
Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350
Base de cálculo mensal
Alíquota
Dedução
Até R$ 2.428,80
Isento
–
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65
7,5%
R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05
15%
R$ 394,16
Acima de R$ 4.664,68
27,5%
R$ 908,73
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68
22,5%
R$ 675,49
Fonte: Receita Federal
O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?
Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto: – isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026; – redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil; – acima desse valor, não há desconto adicional.
O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.
Tabela anual de isenção e redução do IR (Declaração de 2027: ano-calendário 2026)
Rendimentos tributáveis anuais
Redução do imposto
Até R$ 60 mil
Até R$ 2.694,15, zerando o imposto
De R$ 60.000,01 a R$ 88.200
R$ 8.429,73 – (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200
A partir de R$ 88.200,01
Sem redução
Fonte: Receita Federal
Tabela anual do Imposto de Renda em 2026
Base de cálculo anual
Alíquota
Dedução
Até R$ 28.467,20
Isento
–
De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80
7,5%
R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60
15%
R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16
22,5%
R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,16
27,5%
R$ 10.853,78
Fonte: Receita Federal
Imposto mínimo para alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:
– Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra – Alíquota progressiva de até 10% – Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10% – Estimativa do governo: cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.
O que entra no cálculo do IRPFM?
– salários;
– lucros e dividendos;
– rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.
Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de
renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo.
Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota
de 27,5%.
Ficam fora:
– poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do
Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos
incentivados; – heranças e doações; – indenizações por doença grave; – ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa; – aluguéis atrasados – valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais;
O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.
Tributação de dividendos
Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:
– 10% de imposto retido sobre dividendos; – apenas quando superarem R$ 50 mil por mês; – valor pago por uma única empresa à pessoa física.
A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e
empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.
O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.
Quais deduções continuam valendo?
Nada muda nas principais deduções: – dependentes: R$ 189,59 por mês; – desconto simplificado mensal: até R$ 607,20; – educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano; – declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640
O Vasco fez uma homenagem a Roberto Dinamite nesta quinta-feira (8/1), dia que completa três anos da morte do ex-jogador
O Vasco fez uma homenagem a Roberto Dinamite nesta quinta-feira (8/1),
dia em que a morte do ex-jogador completa três anos. Por meio das redes
sociais, o Cruzmaltino escreveu que o atacante é eterno e o considerou o
maior jogador de todos.
Dinamite faleceu em 8 de janeiro de 2023, aos 68 anos. O ex-jogador lutava contra um câncer de intestino desde 2021.
Carlos Roberto de Oliveira, o Roberto Dinamite, nasceu em 13 de abril
de 1954 e foi jogador do Vasco durante as décadas de 1970, 1980 e 1990.
Também foi presidente do Gigante da Colina em duas ocasiões entre 2008 e
2014. Fora do futebol, teve uma carreira na política, com cinco
mandatos como deputado estadual.
O atacante é o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, do
Campeonato Carioca e de todos os clássicos do Cruzmaltino contra
Flamengo, Fluminense e Botafogo. Em números divulgados pelo Gigante da
Colina, ele atuou com a camisa do Vasco em 1110 jogos e marcou 708 gols,
sendo recordista nas duas estatísticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva afirmou nesta quinta-feira (8) que o Brasil não aceita nenhum tipo
de regime autoritário, seja civil ou militar. A declaração foi feita
durante cerimônia no Palácio do Planalto, em referência aos três anos
dos atos de 8 de janeiro de 2023.
No discurso, Lula disse que a
democracia está sempre sob ameaça de “candidatos a ditadores”. O
presidente também elogiou o Supremo Tribunal Federal pela condução das
investigações sobre a tentativa de golpe.
Após a cerimônia, Lula vetou
integralmente o projeto aprovado pelo Congresso que previa a redução de
penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro, conhecido como PL da
Dosimetria.
Os principais reservatórios do Rio Grande do Norte operam com 37,53%
da capacidade total, segundo dados divulgados pelo Instituto de Gestão
das Águas do RN (Igarn) na terça-feira (7).
O relatório também aponta que 20 reservatórios estão em situação
crítica, com menos de 10% da capacidade, incluindo Itans, Passagem das
Traíras, Lulu Pinto, Sabugi, Tourão e Boqueirão de Parelhas.
Veja a lista completa dos 20 reservatórios em situação crítica:
Itans (Caicó) – 0,00%
Lulu Pinto (Luís Gomes) – 0,01%
Passagem das Traíras (São José do Seridó) – 0,03%
Brejo (Olho-d’Água do Borges) – 0,29%
Jesus Maria José (Tenente Ananias) – 0,33%
Esguicho (Ouro Branco) – 0,60%
Mundo Novo (Caicó) – 0,78%
Sabugi (São João do Sabugi) – 1,03%
Carnaúba (São João do Sabugi) – 1,84%
Tourão (Patu) – 2,46%
São Gonçalo (São Francisco do Oeste) – 2,57%
Gangorra (Rafael Fernandes) – 3,50%
Apanha Peixe (Caraúbas) – 5,33%
Inspetoria (Umarizal) – 5,52%
25 de Março (Pau dos Ferros) – 5,52%
Bonito II (São Miguel) – 5,80%
Japi II (São José do Campestre) – 7,26%
Dinamarca (Serra Negra do Norte) – 8,30%
Boqueirão de Parelhas – Ministro João Alves (Parelhas) – 9,30%
Zangarelhas (Jardim do Seridó) – 9,32%
Ao todo, são monitorados 69 mananciais responsáveis pelo
abastecimento da população. O volume armazenado é de 1,98 bilhão de
metros cúbicos, diante de uma capacidade total de 5,29 bilhões. O
cenário é considerado de atenção, típico do período seco, e exige uso
racional da água.
Entre os maiores reservatórios, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves
acumula 44,61% da capacidade. A Barragem de Oiticica está com 14,83%. Já
Santa Cruz do Apodi, Umari e Poço Branco apresentam volumes acima de
50%.
Segundo o Igarn, apesar de alguns mananciais estratégicos estarem em
níveis mais elevados, o quadro geral reforça a necessidade de
monitoramento constante e de planejamento integrado para garantir o
abastecimento humano.
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para reduzir parte da
pena por meio da leitura de livros.
A defesa solicitou a inclusão do ex-presidente no programa de remição
de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado
pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Pelas regras, cada livro lido e avaliado pode garantir a redução de
quatro dias da pena, mediante a entrega de um relatório escrito,
analisado por comissão e homologado pela Justiça.
Os advogados afirmam que a medida tem caráter educativo e pedem
autorização para acesso às obras e às condições necessárias para a
produção das resenhas.
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado,
Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em
Brasília.
A defesa do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (6) sua transferência para um
hospital para a realização de exames clínicos e de imagem, após uma
queda sofrida na cela onde está custodiado.
Pela manhã, a ex-primeira-dama
Michelle Bolsonaro informou nas redes sociais que Bolsonaro caiu e bateu
a cabeça em um móvel. Segundo ela, o atendimento só ocorreu quando
chegou para visitá-lo, por volta das 9h.
Peritos da Polícia Federal avaliaram o
ex-presidente e apontaram ferimentos leves, sem necessidade de
internação, recomendando apenas observação. Já o médico particular de
Bolsonaro diagnosticou “traumatismo craniano leve” e solicitou a remoção
imediata ao hospital, citando risco à saúde diante do histórico clínico
recente.
No
pedido, a defesa afirma que a queda gerou “impacto craniano e suspeita
de traumatismo”, o que exige exames urgentes para evitar agravamento do
quadro. A decisão sobre a transferência caberá ao ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Michelle Bolsonaro informou
que já está no hospital aguardando o marido.
Durante reunião do Conselho Permanente
da OEA nesta terça-feira (6), o embaixador do Brasil, Benoni Belli,
classificou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro como um
“sequestro” e criticou duramente a ação militar dos Estados Unidos na
Venezuela.
Segundo Belli, os bombardeios em
território venezuelano e a retirada do presidente do país “ultrapassam
uma linha inaceitável”, representam uma grave afronta à soberania
nacional e criam um precedente perigoso para a comunidade internacional.
O diplomata afirmou que o episódio viola a proibição do uso da força, a
Carta da ONU e compromissos hemisféricos, além de remeter a períodos de
forte interferência externa na América Latina e no Caribe.
O embaixador destacou a importância
do direito internacional e das instituições multilaterais para garantir a
autodeterminação dos povos e afirmou que a perda desses princípios
compromete a independência e a dignidade dos países da região.
Ao
concluir, Belli disse que o Brasil defende uma solução política
conduzida pelos próprios venezuelanos, sem ingerência externa. A reunião
extraordinária da OEA foi convocada para analisar os desdobramentos
recentes da crise na Venezuela.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),
negou nesta terça-feira (6) o pedido de transferência imediata do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital, após a queda que ele
relatou ter sofrido na Superintendência da Polícia Federal, em
Brasília.
Na decisão, Moraes afirmou não haver necessidade de remoção urgente e
determinou que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado pela
Polícia Federal, além de indicar quais exames considera necessários e se
eles podem ser realizados na própria PF.
Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nas redes
sociais que o ex-presidente caiu e bateu a cabeça em um móvel da cela. A
Polícia Federal afirmou que Bolsonaro recebeu atendimento médico logo
após relatar o ocorrido e que foram constatados apenas ferimentos leves,
com recomendação de observação, sem necessidade de encaminhamento
hospitalar.
O médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento de
Bolsonaro, afirmou à CNN Brasil que o ex-presidente sofreu um
traumatismo craniano leve.
A captura de Nicolás Maduro pelos
Estados Unidos provocou uma reação incomum dentro do Partido dos
Trabalhadores. Setores historicamente críticos aos militares passaram a
defender o fortalecimento das Forças Armadas, com discussões que chegam a
incluir a capacidade nuclear e bombas atômicas.
Nos bastidores do partido, a
avaliação é que o Brasil perdeu protagonismo regional e foi ignorado
pelo governo Donald Trump, o que reforçaria a necessidade de uma postura
de defesa mais robusta.
Uma das alternativas citadas é a
ampliação do plano aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê R$ 30 bilhões em investimentos nas
Forças Armadas ao longo de seis anos. O mecanismo autoriza gastos de até
R$ 5 bilhões por ano fora da meta fiscal.
O debate avançou para temas
sensíveis. Setores mais à esquerda passaram a questionar a adesão do
Brasil ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado em
1998, sob o argumento de que a renúncia à capacidade nuclear teria
enfraquecido a soberania nacional.
Outros integrantes do partido
defendem cautela. Eles reconhecem a necessidade de ajustes na política
de defesa, mas lembram o histórico de tensão entre governos de esquerda e
militares, além da desconfiança ampliada após os atos de 8 de janeiro.
Para
esse grupo, qualquer ampliação de investimentos deve estar vinculada a
medidas de despolitização das Forças Armadas, como a proposta que obriga
militares a irem para a reserva antes de disputar eleições. O tema
segue parado no Congresso, sem previsão de avanço em 2026.
Maduro passou por audiência de instrução em Nova York, após ser capturado durante operação dos EUA nesse sábado (3/1)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente durante audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, coração de Nova York, nesta segunda-feira (5/1).
“Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”, disse Maduro ao juiz.
Ele também disse que é um homem decente e ressaltou que é um “presidente sequestrado”.
Cilia Flores, esposa de Maduro, acompanhou o marido e também se declarou “completamente inocente”.
Ainda durante a audiência, o juiz Alvin K. Hellerstein comunicou ao
chavista e à esposa que ambos têm o direito de solicitar contato com o
consulado da Venezuela.
O presidente venezuelano, então, afirmou compreender a prerrogativa e
manifestou interesse em receber a visita consular. A esposa, Flores,
também declarou entender o direito e solicitou que o encontro fosse
realizado.
A defesa de Cilia Flores informou ao juiz que ela não pretende solicitar liberdade sob fiança atualmente.
Confira vídeo:
Os advogados de ambos os réus afirmaram que o pedido poderá ser
apresentado posteriormente. Em linha semelhante, o advogado de Nicolás
Maduro declarou em audiência que o venezuelano também não busca a
liberdade provisória agora.
Hellerstein disse acreditar que havia base legal para manter os réus
sob custódia. Um promotor afirmou que o Ministério Público irá trabalhar
em conjunto com os advogados de defesa e agentes federais para resolver
a situação.
Questionado se estava conseguindo acompanhar os procedimentos, Maduro
respondeu, por meio de um tradutor, que havia entendido e que tomava
notas. Em outro momento, pediu que suas anotações fossem respeitadas e
que lhe fosse permitido mantê-las.
A defesa informou ao juiz que Cilia Flores pode ter sofrido uma
fratura ou um hematoma grave nas costelas e que necessita de avaliação
médica. Segundo o advogado Mark Donnelly, os ferimentos teriam sido
causados durante o que classificou como o sequestro de Flores,
ressaltando que, “como é possível ver”, ela apresenta lesões graves.
Já o advogado norte-americano, que representa Maduro, Barry Pollack
afirmou que Nicolás Maduro enfrenta “alguns problemas de saúde e
médicos” que exigirão atenção. Ele acrescentou que também há
questionamentos jurídicos sobre a legalidade do que descreveu como um
sequestro militar.
Pollack disse ainda que a defesa prevê a apresentação de “uma
quantidade substancial de moções” ao longo do processo, sustentando que
Maduro é chefe de um Estado soberano e, por isso, teria direito aos
privilégios e à imunidade inerentes ao cargo.
Captura
Os Estados Unidos atacaram, no último sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
O mandatário norte-americano, Donald Trump, confirmou a captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.
Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso
porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los
Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização
terrorista internacional.
Detido em Nova York
Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados
para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o
presidente norte-americano, Donald Trump.
Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em
Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá
enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional
de drogas.
O governo da Suíça anunciou nesta
segunda-feira (5) o congelamento imediato de todos os bens no país
ligados a Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela que está preso pelos
Estados Unidos. A medida vale por quatro anos e mira impedir a fuga de
capitais.
Segundo o comunicado suíço, pessoas
ligadas a Maduro também terão seus bens bloqueados, mas atuais membros
do governo venezuelano ficam de fora. O objetivo, segundo o país
europeu, é garantir que ativos adquiridos de forma ilícita não sejam
transferidos para fora da Suíça.
A decisão se soma às sanções que o
país aplica à Venezuela desde 2018. O governo suíço deixou claro que
pouco importa se Maduro caiu do poder de forma legal ou irregular: o que
interessa é que agora há caminho para processos judiciais contra ativos
comprados de forma ilegal.
O recado é direto: quem se envolve
com dinheiro sujo, não importa a posição política, pode perder tudo. A
Suíça mostra que está de olho e pronta para impedir que ditadores
continuem movimentando bilhões por aí.
O papa Leão XIV afirmou neste domingo
(4) que a Venezuela deve permanecer um país independente e disse
acompanhar com “muita preocupação” os desdobramentos após a deposição de
Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Durante a oração na Praça de São
Pedro, o pontífice pediu respeito aos direitos humanos, ao Estado de
Direito e à Constituição venezuelana. “Não devemos demorar para superar a
violência e trilhar os caminhos da justiça e da paz, garantindo a
soberania do país”, declarou.
Leão XIV também ressaltou que “o bem
do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra
consideração”. No sábado (3), o presidente dos EUA, Donald Trump,
afirmou que os Estados Unidos assumiriam o controle da Venezuela após a
captura de Maduro, que está detido em Nova York.
Depois que o governo americano divulgou uma foto do ditador
venezuelano, Nicolás Maduro, sendo transportado rumo aos EUA, neste
sábado (3), um curioso detalhe chamou a atenção nas redes sociais: o
ditador trajava um conjunto Nike Tech Fleece avaliado em R$ 1.500.
Vale ressaltar que o salário mínimo na Venezuela equivale atualmente a 130 bolívares, ou cerca de R$ 3.
O valor está congelado desde março de 2022.
Visual “capitalista”?
Muitos apontaram a contradição do visual ”capitalista” em relação aos
ideais e às políticas de Maduro, enquanto outros levantaram a hipótese
de que a roupa “poderia ter sido fornecida pelos militares após a
captura”.
As
dúvidas, no entanto, não apagam a ironia que é ver Maduro algemado,
ostentando peças da gigante do sportswear sediada nos EUA.
O ditador venezuelano Nicolás Maduro
deve comparecer nesta segunda-feira (5), às 14h (horário de Brasília), a
um tribunal federal em Nova York.
A audiência será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, do Tribunal do Distrito Sul de Nova York.
No sábado (3), o Departamento de
Justiça dos Estados Unidos apresentou uma nova acusação contra Maduro,
que integra um processo criminal por tráfico de drogas em andamento há
cerca de 15 anos.
Segundo os promotores, o líder
venezuelano e seus aliados teriam transformado instituições do Estado em
um sistema de corrupção financiado pelo narcotráfico.
Responsável
pelo caso há mais de uma década, Hellerstein, de 92 anos, é um
magistrado experiente e indicado ao cargo pelo ex-presidente Bill
Clinton.
Seis partidas encerraram a 20ª rodada da Premier League neste domingo (4/1). Confira os resultados das seis partidas
No andamento da Premier League, seis partidas da 20ª rodada aconteceram neste domingo (4/1). Com o empate entre Manchester City e Chelsea, o Arsenal permanece com seis pontos de diferença na liderança do certame. No duelo diante do Fulham, o Liverpool tropeçou fora de casa. Já o Manchester United perdeu a posição para os Blues. Confira.
Em Londres, o Leeds recebeu os Diabos Vermelhos no Elland Road.
Aaronson abriu o placar aos 17 minutos do segundo tempo. Instantes
depois, Matheus Cunha deixou tudo igual para o Manchester United. Com o 1
x 1, o esquadrão vermelho caiu para a 6ª colocação.
Também na capital inglesa, Fulham e Liverpool fizeram um jogo de muitos gols.
Wilson abriu o placar par aos donos da casa e Wirtz empatou. Nos
acréscimos, Gakpo virou para os Reds, mas Reed, aos 52, deixou tudo
igual: 2 x 2. Com o resultado, o Liverpool está em 4º, com 34 pontos.
Em Manchester, os Citizens receberam o Chelsea e o confronto terminou empatado em 1 x 1.
Reijnders abriu o placar para os donos da casa no primeiro tempo.
Porém, nos acréscimos, Enzo Fernández deixou tudo igual para os Blues. O
City segue em na vice-liderança, com 42. Já o Chelsea voltou para a 5ª
colocação, com 31.
Jornal dos EUA aponta 80 mortos após bombardeios. Governo venezuelano diz que número pode aumentar ainda mais
O número de mortos durante os ataques dos Estados Unidos à Venezuela,
na madrugada desse sábado (3/1), dobrou em 24h e chegou a 80, segundo
apuração do jornal norte-americano The New York Times. A contagem
anterior, divulgada pelo próprio veículo, apontava 40 vítimas entre
militares e civis após os bombardeios.
De
acordo com o NYT, o dado atualizado foi repassado neste por um alto
funcionário venezuelano, sob condição de anonimato. A fonte afirmou,
ainda, que o total de mortos pode aumentar nas próximas horas à medida
que novas informações forem confirmadas.
Em entrevista ao jornal New York Post, Donald Trump,
presidente dos EUA, chegou a afirmar que “muitos cubanos morreram”
durante a operação, sem informar números. “Cuba sempre foi muito
dependente da Venezuela. Era de lá que vinha seu dinheiro, e eles
protegiam a Venezuela, mas isso não funcionou muito bem neste caso”,
disse.
Segundo ele, nenhum militar norte-americano morreu na ação.
Mais cedo, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino,
afirmou que grande parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro
foi morta nos ataques. Em pronunciamento transmitido pela televisão
estatal, Padrino não informou o número exato de vítimas, mas classificou
a operação como um “sequestro covarde”.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, chegaram a Nova York na noite desse
sábado, após serem capturados em território venezuelano. O casal
desembarcou no Aeroporto Internacional Stewart, onde o presidente
venezuelano deve permanecer sob custódia das autoridades
norte-americanas.
A
vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu o controle do
país após a queda de Nicolás Maduro, que foi preso e levado aos EUA
Em meio às incertezas sobre o futuro da Venezuela, Donald Trump ameaçou a atual comandante do país, Delcy Rodríguez, e afirmou que a vice de Nicolás Maduro
poderá pagar um “preço alto” se não colaborar com os planos dos Estados
Unidos. A declaração do líder norte-americano aconteceu neste domingo
(4/1), durante entrevista ao jornal The Atlantic.
“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, declarou o presidente dos EUA.
No sábado (3/1), o líder republicano sinalizou que as forças dos EUA estacionadas na América Latina e Caribe estão prontas para uma possível segunda onda de ataques contra a Venezuela, “caso seja necessário”.
Os planos norte-americanos para a Venezuela ainda não são claros. Trump, porém, já afirmou que os EUA vão governar o país latino-americano durante um período de transição. Ele também afirmou que Washington irá intervir ativamente no setor petrolífero venezuelano.
Logo após a captura de Maduro, que será julgado pela Justiça
norte-americana por crimes ligados ao tráfico internacional — acusações
cujas provas ainda não foram divulgadas —, Trump comentou sobre Delcy
Rodríguez. Segundo o presidente dos EUA, a vice de Maduro se mostrou
disposta a colaborar com os planos de Washington para a Venezuela.
A declaração de Trump, contudo, contrastou com o posicionamento de Rodríguez durante pronunciamentos oficiais.
Em uma reunião do Conselho de Defesa da Venezuela horas após o ataque dos EUA, a vice-presidente afirmou que o país está pronto para defender a soberania nacional, assim como “recursos nacionais e energéticos”. Horas depois, ela foi empossada como a líder interina do país pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
Delcy
Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, assumiu o comando do país
após Nicolás Maduro ser capturado pelos Estados Unidos
As Forças Armadas da Venezuela anunciaram apoio a Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro
que assumiu a Ppresidência do país após o líder chavista ser capturado
pelos Estados Unidos. O posicionamento foi divulgado neste domingo
(4/1), em nota assinada pelo ministro da Defesa, Vladímir Padrino López.
Depois do ataque contra o território venezuelano, que resultou na queda de Maduro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) determinou que Rodríguez assumisse, de forma interina, o comando do país.
“Nesse mesmo sentido, o Governo Bolivariano garantirá a governabilidade
do país, e nossas instituições continuarão a empregar todos os seus
recursos disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem
interna e a preservação da paz”, disse um trecho da nota divulgada pelo
Ministério da Defesa da Venezuela.
Antes de assumir o controle do país oficialmente, Rodríguez acusou os
EUA de buscar uma “mudança de regime” na Venezuela, com o objetivo de se
apoderar dos “recursos energéticos, minerais e naturais” venezuelanos.
Mesmo com a afirmação de Donald Trump sobre a vice-presidente da
Venezuela estar trabalhando com Washington após a queda de Maduro, Delcy afirmou que o país nunca voltará a ser colônia de potências internacionais.
“Estamos prontos para defender a Venezuela e os nossos
recursos nacionais e energéticos”, afirmou a vice-presidente do país, e
atual comandante venezuelana, durante reunião no Conselho de Defesa do
país realizada no sábado (4/1).
Até o momento, o futuro da Venezuela ainda está cercado de mistérios.
Depois de Maduro ser enviado para o território norte-americano, onde
será julgado por crimes relacionados ao tráfico de drogas, Trump
afirmou que os EUA vão governar o país durante um período de transição.
Maiores detalhes, porém, ainda não foram divulgados por Washington.