Confirmação foi feita em uma rede social. EUA e Israel atacaram Irã neste sábado (28/2)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28/2) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A confirmação foi publicada pelo presidente norte-americano nas redes sociais.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está
morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os
grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que
foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos
sedentos de sangue”, disse Trump na Truth Social.
O
presidente dos Estados Unidos declarou que a morte de Khamenei é uma
“oportunidade” para que os iranianos recuperem seu país. O líder
iraniano comandou a nação por quase quatro décadas.
“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país.
Estamos ouvindo que muitos membros da Guarda Revolucionária Islâmica
(IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais
não querem mais lutar e estão buscando imunidade”, argumentou Trump.
O líder norte-americano
disse esperar um diálogo pacífico entre as forças de segurança e os
“patriotas” iranianos. Trump também afirmou que os bombardeios
continuarão “durante toda a semana” ou “pelo tempo que for necessário”.
“Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam
pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma
unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece […]. Os
bombardeios pesados e precisos, contudo, continuarão ininterruptos
durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos
nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”,
declarou.
Até a última atualização desta reportagem, o governo do Irã não havia confirmado a morte de seu líder.
Quem era Ali Khamenei
O líder supremo do Irã, morto neste sábado aos 86 anos, estava no
comando do país desde 1989. Ele acumulava as funções de líder religioso e
político, atuando como chefe de Estado e comandante-chefe, além de ter a
palavra final sobre as políticas públicas do país.
Figura extremamente poderosa, Khamenei sempre resistiu a mudanças na
república islâmica e reprimiu com força a oposição, com relatos de
mortes de milhares de apoiadores nos últimos meses.
No cenário internacional, o líder iraniano mantinha posição hostil
aos Estados Unidos e se recusava a reconhecer a legitimidade do Estado
de Israel.
Ataques dos EUA e Israel ao Irã
O mundo voltou os olhos ao Oriente Médio neste sábado (28/2) após o
ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os indícios de uma
possível ofensiva ganharam força depois de os EUA esvaziarem suas
embaixadas no país, o que acabou se confirmando horas depois.
Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a
ação tinha como objetivo “eliminar ameaças” e denominou a ofensiva de
“Operação Fúria Épica”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque
teve como objetivo neutralizar ameaças aos norte-americanos,
relacionadas às armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em
resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.
O que se sabe até aqui
- A mídia iraniana divulgou que o ataque deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país. As ofensivas começaram na madrugada de sábado (28/2).
- Imagens divulgadas e exibidas pelo Metrópoles mostram que a residência de Khamenei foi atingida pelos bombardeios. O complexo residencial é utilizado para receber autoridades de alto escalão na capital, Teerã.
- O governo iraniano também informou que 24 das 31 províncias foram
atingidas e prometeu reagir, inclusive com a ameaça de “aniquilar” as
Forças Armadas dos EUA.
- O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de rejeitar
“todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e
afirmou que os Estados Unidos “não aguentam mais”.
- O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques.
- O Irã afirmou ter atingido 14 bases militares dos EUA na região,
incluindo nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia
Saudita. Jordânia e Iraque também foram mencionados entre os países
afetados.
- Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo ataque dos EUA ao Irã em menos de um ano
O último ataque registrado dos EUA e de Israel contra o Irã havia
ocorrido em junho do ano passado. A nova ofensiva ocorre após o fim das
negociações entre EUA e Irã na sexta-feira (27/2), quando não houve
avanço para o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Na ocasião, Trump afirmou que “não estava feliz” com o progresso das
conversas, que teriam nova rodada na semana seguinte — agora, não há
indicativos de retomada do diálogo.