O petista buscou se contrapor ao principal adversário na disputa, o presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele é autoritário e ataca a soberania, a democracia e as instituições.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pregou o resgate da soberania nacional, defendeu a Petrobras e repisou falas em prol da criação de empregos e do combate à fome ao lançar neste sábado (7) sua pré-candidatura à Presidência da República em chapa com Geraldo Alckmin (PSB) de vice.
"O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências", disse, diante de uma imagem da bandeira do Brasil.
"Queremos unir os democratas de todas as origens e matizes [...] para enfrentar e vencer a ameaça totalitária." O petista buscou se contrapor ao principal adversário na disputa, o presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele é autoritário e ataca a soberania, a democracia e as instituições.
Acusou-o de mentir para esconder sua incompetência e de destruir o que foi conquistado nos anos do PT no governo.
O discurso escolheu temas como inflação, miséria e desemprego para fustigar Bolsonaro e, em um momento de disparada dos preços de combustíveis e contestações à política de preços da Petrobras, defendeu a soberania energética e responsabilizou o atual governo pelo desmantelamento da empresa.
"O resultado desse desmonte é que somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, cotada em dólar, enquanto os brasileiros recebem os seus salários em real", disse o ex-presidente, que exaltou legados de sua gestão em várias áreas.
O plano, afirmou, é resgatar o receituário que mesclou "crescimento econômico com inclusão social" e voltar a ter protagonismo no cenário internacional, partindo do fortalecimento regional na América Latina e da estabilidade interna para atrair investimentos.
Foram ao menos 29 menções à ideia de soberania, com a observação de que ela não se limita à defesa do território e de fronteiras, mas abarca também áreas como infraestrutura e alimentação.
Folhapress
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