Oficialmente o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) passou a condição de “senador de Fátima” em 5 de fevereiro quando declarou à Tribuna do Norte ser possível uma aliança com a governadora com ele candidato a Alta Câmara na vaga atualmente ocupada por Jean Paul Prates (PT).
Na oportunidade ele fez autocrítica do apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2018, reforçou o voto em Ciro Gomes para presidente e passou a contar com o endosso público do chefe do gabinete civil do Governo do RN Raimundo Alves.
Dois dias depois foi divulgada uma pesquisa do Instituto Seta com Carlos Eduardo tendo 20% de intenção de votos para o Senado.
Fátima Bezerra tinha 38%. Frise-se que estes números foram colhidos antes da declaração de Carlos. No início de abril em pesquisa do mesmo instituto Carlos já tinha 27,7% e 28% a depender do cenário.
Enquanto Fátima reduziu para 32%. Já na pesquisa do dia 6 de maio o cenário se consolidou com Carlos Eduardo liderando com variação numérica positiva chegando a 29% e Fátima com oscilação positiva dentro da margem de erro chegando a 34%. Em novembro foi divulgada uma pesquisa Seta sem incluir Carlos para o Senado.
Nela Fátima tinha 33% em um cenário em que ainda enfrentava o pedetista. Antes, em agosto, quando não havia muitas informações sobre a aproximação entre PT e PDT no RN, o ex-prefeito de Natal tinha apenas 14% de intenção de votos para o Senado e Fátima 32% para o Governo.
Confira a tabela abaixo (em negrito os números após a aliança PT/PDT).
*Números para o Governo*Números para o Senado
A síntese com base na série histórica do Instituto Seta é que a aliança fez Carlos Eduardo mudar de patamar na corrida ao Senado enquanto Fátima teve uma queda fora dos limites da margem de arro, interrompendo um indicativo de ascensão apresentado em fevereiro, e agora apresenta uma tímida recuperação, o que indica que a aliança pesou mais negativamente para a petista.


Nenhum comentário:
Postar um comentário