Reprodução Depois de ficar em terceiro lugar na disputa pela Presidência da
República e apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, a
senadora Simone Tebet (MDB) ficou fora da primeira lista de ministros
anunciada nesta quinta-feira (22).
Lula divulgou 16 novos nomes e
prometeu anunciar outros 13 restantes até a próxima terça-feira (27).
Com
4.915.423 votos e em terceiro lugar na eleição presidencial deste ano, a
senadora foi uma voz atuante em defesa da eleição de Lula no segundo
turno deste ano. Entre o primeiro e o segundo turnos, o petista teve um
aumento de 3.086.495 votos, menos do que a campanha petista esperava.
Aliados reconhecem que o apoio de Tebet foi fundamental na vitória. Em
reconhecimento, a emedebista seria uma das ministras do governo petista.
Inicialmente,
Tebet foi cotada para assumir a Educação, uma das pastas com o maior
orçamento da Esplanada dos Ministérios. A pauta foi uma das bandeiras da
campanha dela na disputa ao Planalto. A cadeira, no entanto, foi para o
petista Camilo Santana.
Tebet
buscava então o comando do Ministério do Desenvolvimento Social, mas
enfrentou resistência do PT e viu o cargo ser entregue ao senador
Wellington Dias (PT-PI). A pasta era uma das mais disputadas entre os
integrantes do novo governo por ser responsável, entre outros programas
sociais, pelo Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família.
Uma ala
forte do Partido dos Trabalhadores resistiu ao nome da senadora
emedebista por considerar a pasta “importante demais”. O principal medo
do grupo era que ela se tornasse a “mãe” do Bolsa Família e
representasse uma ameaça aos petistas em 2026.
Teria
restado a ela o Ministério da Agricultura, mas Tebet teria negado.
Recentemente, a senadora foi cotada ainda para o Ministério do Meio
Ambiente. Ela também recusou o convite, já que o nome mais forte para a
pasta até agora é o da deputada federal eleita Marina Silva e Tebet
teria alegado não querer tirar espaço de outra mulher.
Sem
definições e preterida na escolha, Tebet não tem integrado as reuniões
da transição. Também não participou da diplomação de Lula e Geraldo
Alckmin em Brasília, no dia 12 de dezembro.
Lula
sinalizou, durante o anúncio desta quinta-feira (22), que novas
surpresas podem aparecer até terça-feira (27), quando os demais 13
ministros devem ser anunciados.
R7
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