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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Simone Tebet: a consequência do vai e vem da postulante a ministra

A consequência do intenso vai e vem de uma indecisa Simone Tebet nas negociações com Lula e o PT para assumir um ministério no governo Lula 
 

Simone Tebet mantém comportamento volátil nas tratativas para assumir um ministério no governo Lula.

Num primeiro momento, afirmou ao PT que só seria ministra se assumisse o Desenvolvimento Social. A pasta ficou com o petista Wellington Dias. Tebet permaneceu na mesa de negociações.
 
Num segundo momento, Lula acenou com o Ministério do Planejamento. Como a coluna antecipou sexta-feira (23/12), a pasta passou a ser mais provável para o destino de Simone Tebet em caso de participação no governo.
 
Na ocasião, contudo, ela alegou que sua linha econômica, mais liberal, poderia contrastar com a de Fernando Haddad, futuro ministro da Fazenda. Argumentou ainda que a pasta não tinha a “ação política” que almeja.

Depois, Tebet se movimentou para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Diante de uma irredutível Marina Silva, que se negou a abrir mão da pasta, ficou a ver navios.

Agora, Tebet volta a flertar com o Planejamento. Contudo, ela pede, entre outros fatores, a inclusão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica sob seu guarda-chuva. O PT resiste a tirar os bancos do guarda-chuva do Ministério da Fazenda.

Resumo da história: há irritação de Simone Tebet com o tratamento que lhe tem sido dispensado pelo PT. Mas o vai e vem da postulante a ministra também tem tirado a paciência de petistas.

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