
Desde o primeiro mandato, a governadora Fátima Bezerra (PT) tem prezado pela formação de governo com nomes da cota pessoal e do PT no primeiro escalão.
São poucos aliados que possuem espaços na equipe da linha de frente da gestão.No primeiro mandato, poucas indicações de aliados eram perceptíveis como a de Alexandre Lima na Secretaria Estadual de Agricultura Familiar, um nome ligado a deputada estadual Isolda Dantas (PT); o secretário de agricultura Guilherme Saldanha, indicado pelo presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB); o ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante e marido da senadora Zenaide Maia, Jaime Calado no desenvolvimento econômico; além do revezamento de nomes do PC do B na Secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
No segundo mandato a governadora ampliou os espaços do PC do B como compensação a retirada do aliado histórico da chapa majoritária e abriu espaço para o MDB do vice-governador Walter Alves.
Dos 21 membros do primeiro escalão, oito são indicados de aliados sendo dois deles do próprio PT.
Embora existam questionamentos em setores da mídia, esse padrão vem se mantendo no Rio Grande do Norte por governos sucessivos. Em julho de 2021 o Blog do Barreto divulgou o resultado de uma pesquisa realizada pelos professores Sandra Gomes, Alan Daniel Freire de Lacerda e André Luís Nogueira da Silva a respeito do perfil do secretariado estadual entre 1995 e 2015.
O estudo leva em conta que a divisão de poder no RN não segue a mesma lógica do plano federal, onde o tamanho das bancadas no Congresso Nacional é levado em conta. No plano estadual outros fatores pesam mais. Não por acaso, o PC do B, que não tem nenhum deputado ficou com três pastas. O PSD que não tem deputados também foi contemplado. O MDB cujo único deputado estadual é de oposição também ganhou uma pasta.
Pesou aí, a relação histórica do PC do B com o PT, a parceria política de Fátima com a senadora Zenaide Maia (PSD) e a necessidade de prestigiar o vice-governador Walter Alves.
O PSDB foi único partido com representação na Assembleia contemplado mesmo tendo quase metade dos seus nove deputados na oposição.
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