Segundo a Febraban, os novos patamares de juros não suportam os custos e o elevado risco da oferta de crédito dos empréstimos consignados

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou, nesta quinta-feira (16/3), a suspensão das linhas de crédito consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por parte das instituições financeiras.
Com as novas taxas de juros determinadas pelo órgão ligado ao Ministério da Previdência Social, as instituições financeiras defendem que não possuem condições de arcar com os custos da modalidade e há possibilidade de redução da oferta de crédito.
“Os patamares de juros fixados não suportam a estrutura de custos do produto e os novos tetos têm elevado risco de reduzir a oferta do crédito consignado, levando um público, carente de opções de crédito acessível, a produtos que possuem em sua estrutura taxas mais caras (produtos sem garantias), pois uma parte considerável já está negativada”, declarou a Febraban em nota.
Os bancos privados são responsáveis por 89% dos empréstimos consignados e as instituições públicas, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, são incumbidas por 11%.
Com a redução da taxa máxima de crédito, as instituições financeiras defendem que terá um impacto direto na atividade econômica do país, especialmente no consumo do brasileiro.
Redução de juros para consignado
Na última segunda-feira (13/3), o CNPS aprovou a redução do limite de juros para empréstimos consignados oferecidos para aposentados e pensionistas do INSS para 1,7% ao mês. Segundo o Ministério da Previdência, essa diminuição irá beneficiar cerca de oito milhões de pessoas.
Além do empréstimo consignado, o CNPS também encolheu o teto dos juros para o cartão de crédito consignado de 3,06% para 2,62% ao mês.
Metrópoles
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