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segunda-feira, 1 de maio de 2023

Morte de Ayrton Senna faz 29 anos: relembre trajetória do piloto, que virou patrono do esporte brasileiro

Tricampeão da Fórmula-1 tinha 34 anos quando morreu em acidente no Grande Prêmio de San Marino, na Itália 
 

Um dia após a morte de Ayrton Senna, há exatos 29 anos, em 1 de maio de 1994, as páginas do Globo eternizavam o sentimento nacional: “o clima era de imensa tristeza”, sintetizou a notícia. 

O piloto tinha 34 anos quando, durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália, perdeu o controle de seu carro e colidiu violentamente contra um muro.Ídolo de um país, o legado de Senna, no entanto, continua presente. 

Na última quarta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sancionou a lei que o tornou o patrono do esporte brasileiro.

Reportagem publicada em 2 de maio de 1994, um dia após a morte de Ayrton Senna, no jornal O Globo — Foto: Acervo O Globo 

Campeão sul-americano e brasileiro, o paulista iniciou a carreira aos 13 anos, quando competia em provas de kart. Em 1981, ingressou na Fórmula Ford e também acumulou títulos. 

Dois anos depois, foi campeão de Fórmula-3. E, em 1984, aos 24, começou a competir na Fórmula-1 

— onde, por uma década, registrou 41 vitórias e três campeonatos mundiais (1988, 1990 e 1991), todos pela McLaren. A morte do piloto inspirou mudanças no esporte com objetivo de torná-lo mais seguro.

Entre elas, novas barreiras, curvas redesenhadas para minimizar a possibilidade de acidentes, novas medidas de segurança e, também, a criação do halo, uma proteção em volta da cabeça dos pilotos. 

A importância deste último foi vista em 2021, também na Itália, quando ocorreu a batida envolvendo Max Verstappen e Lewis Hamilton. 

Foi por pouco que o pneu do carro do holandês não acertou a cabeça de Hamilton, que disse ter sentido apenas dores no pescoço após o choque.

Em 1990, Ayrton Senna se tornou bicampeão do mundo de Fórmula 1 — Foto: Arcevo O Globo

A 'era Senna'

Em 1988, uma vitória em Suzuka, no Japão, dava início à “Era Senna”. O primeiro título dele na Fórmula 1 marcou o começo da idolatria ao piloto da McLaren, que na época tinha 28 anos, e deu continuidade à história vitoriosa do Brasil na categoria. 
 
Rubens Barrichello, que tinha apenas 16 anos, já pilotava e se recorda do início tenso da corrida. — As memórias são aquelas que todos temos. 
 
A largada que parecia que o carro ia morrer, mas foi. Ele passando por todos, Prost espremendo no muro. E aí o choro com o punho erguido e a bandeira 
 
— recorda o piloto, que hoje corre na Stock Car pela equipe Full Time. A rivalidade de Senna com o “professor” Alain Prost, com quem compartilhou os boxes na McLaren em 1988 e 1989 e depois o enfrentou até a aposentadoria do francês, no final de 1993, os transformou em grandes celebridades. 
 
— Fiz muitas coisas, ganhei muitas corridas e campeonatos sem ele, mas nossa história está completamente ligada. Não há um momento em que, se você fala de Prost, não mencione Senna e vice-versa. Não só minha carreira, mas também minha vida está ligada a ele.
 
— lembrou Prost. Próximo do brasileiro, o jornalista francês Lionel Froissart diz que Senna tinha uma “aura diferente” e, por isso, continua sendo lembrado. Para ele, “isso diz muito sobre a personalidade [do paulista, que fazia] parte desses personagens excepcionais tocados um pouco pela graça divina”. 
 
— Era um piloto excepcional, com um encanto particular. A combinação destas duas qualidades fazia dele uma lenda já em vida — acredita o austríaco Gerhard Berger, companheiro de McLaren e amigo.
 
O GLOBO

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