A honraria causou desconforto entre entidades ligadas à área da segurança pública

Uma homenagem feita pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte à deputada federal Natália Bonavides (PT) causou desconforto entre entidades ligadas à área da segurança pública. Líderes de associações que têm antipatia pela parlamentar, em função de posicionamentos dela no Congresso Nacional, repudiaram a escolha da petista para receber a homenagem, que marcou os 189 anos da PM.
Natália foi uma das 231 pessoas agraciadas, na terça-feira 4, com as medalhas de Mérito Policial Luiz Gonzaga e Bento Manoel. A deputada recebeu a medalha Luiz Gonzaga, em “reconhecimento pelos serviços prestados à corporação”.
Em nota, a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACS-PM) lamentou a escolha e registrou que a deputada votou contra um projeto de lei que endurecia as penas para assassinos de policiais.
“Essa concessão da honraria à deputada causa, no mínimo, estranhamento e revolta, especialmente quando trazemos à memória os recentes casos dos três assassinatos dos bravos guerreiros, policiais militares que tombaram em um intervalo médio de 40 dias no bairro de Felipe Camarão. Tal ato é uma afronta à memória desses guerreiros, bem como às suas famílias e colegas de trabalho”, afirmou a entidade. A Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares (ASSPMBM) fez uma crítica na mesma linha.
A PM não comentou. Pelas redes sociais, a deputada escreveu: “Através de emendas parlamentares, nosso mandato tem apoiado a instituição com a destinação de recursos para compra de equipamentos para o Hospital da PM, de coletes femininos, para que as mulheres que estão ingressando agora tenham condições de segurança para trabalhar, e também para compra de visores noturnos para a corporação”.
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