
O treinador Allan Aal deixou claro que para sair da situação delicada na qual se encontra dentro da Série B, os atletas do ABC terão de suar mais a camisa dentro de campo. Faltando 16 jogos para encerrar a competição, o clube potiguar necessita somar 32 pontos para atingir a margem considerada segura para um clube se manter na segunda divisão, mas não vem conseguindo passar a confiança necessária para sua torcida. A fase atual é tão negra, que o clube está levando onze partidas para conquistar uma vitória. A busca é começar a modificar esse panorama a partir desta segunda-feira, quando o Alvinegro volta a campo para enfrentar o Ituano, às 20h, no Frasqueirão, pela 23ª rodada.
Na condição em que se encontra, atolado na lanterna da competição,
seis pontos atrás dos demais integrantes do Z-4, há quem considere a
missão do clube e de Allan Aal como um verdadeiro livramento. Por
enquanto, o sonho de escapar do rebaixamento depende exclusivamente do
próprio ABC, porém a tarefa é considerada muito árdua. Na prática os
potiguares necessitam vencer onze partidas e caso promova essa virada de
expectativas, será a maior reação de um clube dentro da Série B.
Nem
o mais pessimista dos torcedores esperava uma campanha tão ruim do
clube potiguar, que iniciou a temporada com a ambição de se preparar bem
para lutar pelo acesso. Os planos traçados de forma minuciosa pelo
então treinador Fernando Marchiori, esbarraram na falta de verbas do
clube para manter um elenco numeroso. Juntando o elenco curto com um
número excessivo de jogos, veio o desastre. A equipe conseguiu ir bem
apenas na Copa do Brasil, onde chegou na terceira fase, mas pagando um
preço alto com vários casos de contusões musculares, que promoveram uma
forte queda de rendimento do grupo. Aquela altura, o desastre já estava
anunciado.
Allan Aal chegou para modificar o
panorama, a diretoria promoveu uma grande reformulação no elenco, mas
vem pagando um preço alto, por tentar se remontar com uma competição tão
equilibrada como a Série B em andamento. A equipe já desperdiçou dez
pontos sofrendo gols que apenas são justificáveis no início de temporada
e a situação só se complica.
O zagueiro
Fabrício, um dos 15 reforços que desembarcaram no ABC na última janela
de contratações, acredita que fez um bom jogo contra o Vitória e o
Ceará, lamentou as duas derrotas e disse que tanto ele quanto o restante
do clube necessitam melhorar para tirar o clube da situação complicada
em que se encontra.
“Nas duas partidas que tive
a oportunidade de atuar, na minha opinião, o ABC foi bem superior em
relação aos seus adversários, mas isso não foi suficiente para fazer o
clube trazer bons resultados para Natal. Então acredito que esse é um
sinal de que temos de trabalhar mais, no sentido de poder dar ao
torcedor do ABC o que eles merecem”, disse.
Fabrício
segue a mesma linha de pensamento do treinador Allan Aal, ressaltando
que não se deve buscar desculpas para justificar a falta de vitórias.
Experiente e com passagem em grandes clubes do futebol nacional, o
defensor reforça que só o trabalho pode modificar a situação atual. Ele
incluiu na receita para o sucesso ainda muito suor e dedicação.
“A
culpa pelos péssimos resultados não pode ser definida por setores, nem
por falhas pessoais. Os onze jogadores em campo são os responsáveis pelo
que ocorre com a equipe. Cabe a gente aprender com os erros cometidos,
procurar trabalhar em cima disso, para evitar cometer novamente e tentar
um bom resultado diante do Ituano”, destacou Fabrício.
Pensando
em modificar mais uma vez a formação considerada titular, Allan Aal
terá mais uma opção frente ao adversário paulista. Após desfalcar o
grupo nos últimos dois jogos, reclamando de dores no tornozelo, o
atacante Wallyson participou normalmente do início do treino no CT
Alberi Ferreira de Matos, nesta quarta-feira. Então cresce a expectativa
do ídolo alvinegro voltar a atuar.
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