
O ABC, que ainda sonha, mas vê a possibilidade de reação dentro da Série B do Brasileiro cada vez mais distante, atingiu um número perigoso em relação às pretensões do clube de se livrar do rebaixamento. Contra o Ceará, o clube potiguar chegou a marca de 13 derrotas dentro do Brasileirão, muito próximo do limite que uma agremiação pode ter para conseguir escapar da “degola”. No ano passado, o Novorizontino terminou na 16ª colocação, perdendo 16 jogos, enquanto o CSA caiu tendo perdido 14 confrontos.
Tudo que a diretoria poderia ter feito para, através das
contratações, tentar mudar a sorte do clube dentro do Brasileiro, foi
feito. A questão da salvação agora está entregue nas mãos do treinador
Allan Aal e dos atletas. Como passou toda a competição em formação, o
time abecedista vem pecando nos detalhes e sendo castigado pelos
adversários.
Com 16 rodadas a realizar e 48
pontos a disputar, ABC e Londrina já são apontados como virtuais
rebaixados para Série C do próximo ano. As duas agremiações foram as
únicas que romperam a casa dos 90% de risco de rebaixamento pelo site
Chance de Gol e precisam operar no campo do milagre para escapar de um
destino que vem sendo traçado desde a rodada de estreia.
Para
se ter uma ideia da árdua tarefa que o Alvinegro terá de perseguir,
depois de somar apenas 13 pontos em 22 rodadas, a equipe de Allan Aal
terá de buscar 32 pontos nas últimas 16 rodadas, para ficar na atual
divisão. Isso vai obrigar os potiguares a deixarem os atuais 19% de
aproveitamento e saltarem para conquista de 66.6% dos pontos que ainda
estão em jogo. Frente a essa situação é que os matemáticos apontam que o
risco de queda da equipe atinge a casa dos 93.2%.
A
campanha é tão fraca que o ABC só ficou fora da última colocação em
três das 22 rodadas: na primeira quando fechou na 14ª posição depois de
perder para o Londrina, na segunda, quando perdeu para o Vitória e
fechou a rodada 19º e na 17ª rodada, após empatar com o Juventude e
também acabar na 19ª colocação.
Para o
treinador abecedista, não há como ficar se apoiando na muleta da grande
rotatividade dos atletas, que faz a equipe contar com uma nova estreia a
cada rodada. Allan Aal vem cobrando mais atitude do seu elenco, que
segundo ele, contra o Ceará, acabou penalizado pelo péssimo futebol
apresentado na etapa inicial.
“A palavra chave
para o nosso grupo é a superação. Temos de lutar para que possamos
conquistar os resultados que nos interessam e sair o quanto antes da
situação na qual nos encontramos”, ressaltou.
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