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sexta-feira, 13 de março de 2026

Bolsonaro está estável, mas médicos alertam para risco de morte

 Estado do ex-presidente é considerado grave e não há previsão de alta 

 Bolsonaro está estável, mas médicos alertam para "risco de evento potencialmente mortal" - Foto: Ton Molina/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília após ser diagnosticado com pneumonia que atingiu os dois pulmões. De acordo com a equipe médica, o estado de saúde é considerado estável no momento, porém grave, e não há previsão de alta. A estimativa é de que ele permaneça internado por pelo menos sete dias.

O médico Claudio Birolini comentou o quadro clínico: “Estamos tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejada e que realmente põe em risco a vida do paciente. Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. A gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Jair Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal mais uma vez surge nessas circunstâncias”.

A equipe médica classificou Bolsonaro como um “idoso frágil”, condição que aumenta os riscos associados a infecções graves. Segundo os médicos, a infecção tem origem bacteriana e evoluiu para bacteremia, situação em que a bactéria alcança a corrente sanguínea, o que exige tratamento intensivo.

Antes de ser hospitalizado, o ex-presidente apresentou febre, calafrios intensos — com episódios em que perdeu o controle do corpo —, falta de ar, desidratação e vômitos associados a refluxo.

Na avaliação inicial, a saturação de oxigênio estava em 80%, considerada baixa. A pressão arterial foi registrada em 9 por 5, índice considerado reduzido para um paciente hipertenso.

Exames apontaram que a pneumonia atingiu os dois pulmões, com comprometimento maior do lado esquerdo.

Em entrevista coletiva realizada na noite desta sexta-feira 13, médicos responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente afirmaram que o caso exige monitoramento contínuo.

Leandro Echenique, cardiologista do ex-presidente, afirmou: “Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamemento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”.

Echenique explicou ainda que o tratamento deve exigir permanência prolongada na UTI: “Então agora ele vai permanecer na UTI. A gente ainda não tem prazo pra alta da UTI. Ele vai ficar o tempo que for necessário, pra restabelecer seus pulmões, pra restabelecer a saúde. Na hora que ele apresentar uma melhora, a gente dá alta da UTI para o apartamento. Mas ainda não há previsão desse período todo. Vai ser um tratamento mais prolongado. É diferente de um pneumonia simples ou de um paciente que recebe antibiótico oral e vai pra casa”.

Segundo a equipe médica, o quadro atual é considerado mais grave do que os dois episódios de pneumonia enfrentados pelo ex-presidente no último ano, em razão da idade, do histórico médico e das comorbidades.

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