
- Enquanto outras capitais tratam como rotina, Natal transforma o óbvio em espetáculo
Bastou uma Ferrari aparecer em Natal para virar pauta jornalística. Como se fosse um acontecimento histórico. “Pare o mundo que eu quero descer”, dizia um maluco. Em cidades como João Pessoa, Maceió e tantas outras — inclusive cidades de menor porte — carros desse nível circulam sem alarde. Às vezes, é “uma batendo na outra”, no exagero da expressão popular. Aqui, a primeira que chega vira manchete.
Natal não é uma cidade sem poder econômico. Há, sim, muita gente com capacidade financeira para comprar uma ou mais Ferrari, se quiser. O problema não é o veículo de luxo. É a falta de assunto relevante que transforma o trivial em evento extraordinário.
Não é sobre a Ferrari. É sobre a mentalidade. Quando o supérfluo vira prioridade, o ridículo encontra palco.
Nenhum comentário:
Postar um comentário