
Foto: divulgação
O
Telegram afirmou, nesta quinta-feira, que irá recorrer da
suspensão determinada pela Justiça Federal do Espírito Santo, após a
empresa se negar a entregar dados relativos a atuação de grupos
neonazistas em seu sistema. Segundo o comunicado do Telegram, publicado
no canal de um de seus fundadores, Pavel Durov, os dados solicitados
pelas autoridades brasileiras são impossíveis de serem obtidos.
“Estamos
recorrendo da decisão e estamos ansiosos pela resolução final”, diz o
texto. Na nota Durov, diz também “defender a privacidade e a liberdade
de expressão” dos usuários. A Justiça Federal determinou uma multa de R$
1 milhão para cada dia que a empresa passa sem colaborar.
“Não
importa o custo, defenderemos nossos usuários no Brasil e seu direito à
comunicação privada”, diz a nota divulgada por Durov.
O
aplicativo teria ignorado pedidos expedidos pelo Ministério da Justiça
para combater a difusão de grupos neonazistas que poderiam estar ligados
à difusão de conteúdo que incentiva ataques a escolas.
Na nota, Durov mencionou casos em que a empresa deixou de atuar em determinados países., como China, Irã e Rússia:
“Nos
casos em que as leis locais vão contra essa missão ou impõem requisitos
tecnologicamente inviáveis, às vezes temos que deixar esses mercados.
No passado, países como China, Irã e Rússia proibiram o Telegram devido à
nossa posição de princípio sobre a questão dos direitos humanos. Tais
eventos, embora infelizes, ainda são preferíveis à traição de nossos
usuários e às crenças nas quais fomos fundados”, diz o texto.
O Globo
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